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Hormônios e Menopausa

Testosterona baixa no homem: sintomas e quando repor

Por Dra. Karline Campos, endocrinologista · 10 min de leitura

Testosterona baixa no homem, ou hipogonadismo masculino, é a produção insuficiente do hormônio pelos testículos, com sintomas como queda de libido, disfunção erétil, cansaço, perda de massa muscular, aumento de gordura abdominal e humor deprimido. O diagnóstico exige sintomas mais duas dosagens de testosterona pela manhã abaixo da referência. A reposição é indicada quando esses dois critérios estão presentes e não há contraindicação. Usar testosterona sem essa indicação traz riscos reais e não é recomendado.

Em resumo

O que a testosterona faz no corpo do homem

A testosterona é produzida principalmente nos testículos sob comando da hipófise, por meio dos hormônios LH e FSH. Ela regula:

Os níveis atingem o pico no fim da adolescência e no início da vida adulta e caem lentamente a partir dos 30 a 40 anos, em torno de 1% ao ano. Essa queda é gradual e, na maioria dos homens saudáveis, não causa sintomas. O hipogonadismo é diferente: os níveis caem abaixo do normal e os sintomas aparecem.

Sintomas de testosterona baixa

Sexuais (os mais específicos):

Físicos:

Psicológicos:

Nenhum desses sintomas é exclusivo da testosterona baixa. Cansaço e desânimo, por exemplo, são causados com muito mais frequência por sono ruim, depressão, hipotireoidismo, obesidade e estresse. Por isso o exame é indispensável.

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Tratamento de casais através de hormônios e emagrecimento

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Como é feito o diagnóstico

As diretrizes da Endocrine Society são claras: o diagnóstico de hipogonadismo exige sintomas compatíveis e níveis baixos confirmados. Um exame isolado não basta.

Como o exame deve ser feito:

Exames complementares:

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Causas de testosterona baixa

Causas reversíveis ou tratáveis (as mais comuns hoje):

Causas de doença:

Quando repor e quando não repor

A reposição é indicada quando:

A reposição não é indicada quando:

Em homens com obesidade e testosterona no limite, o tratamento da obesidade costuma ser o primeiro passo, e muitas vezes normaliza o hormônio sem reposição.

Riscos do uso sem indicação

O uso de testosterona por conta própria, ou prescrito “para dar energia” a quem tem níveis normais, é comum e perigoso:

Como é o acompanhamento de quem repõe

A reposição, quando indicada, é feita com preparações aprovadas (gel, injeções) em doses fisiológicas, com o objetivo de trazer a testosterona para a faixa normal, não acima dela. O acompanhamento inclui:

Quando procurar uma endocrinologista

Como a Dra. Karline Campos conduz isso na prática

Muitos homens chegam ao meu consultório trazidos pela esposa, depois que ela começou a cuidar dos próprios hormônios. Outros chegam com um exame único de testosterona e uma receita pronta de alguém que nem examinou. Eu começo do zero: sintomas, sono, peso, medicações, histórico de anabolizantes. Peço a testosterona da forma certa, pela manhã, em jejum, duas vezes, com LH, FSH, SHBG e os exames de segurança. Faço a avaliação de composição corporal com Evolt 360 para ver músculo e gordura visceral. Se a causa for obesidade ou apneia, tratamos isso primeiro. Se houver indicação real de reposição, ela é feita com dose fisiológica e acompanhamento regular. Se não houver, eu digo, e procuramos a causa verdadeira dos sintomas. Atendo poucos pacientes por dia para fazer isso com cuidado, nas unidades de Campo Grande, Barra da Tijuca e Recreio, no Rio de Janeiro, e em Indaiatuba, em São Paulo.

Dra. Karline Campos, endocrinologista · CRM-RJ 52.87706-9 · RQE 29357

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Perguntas frequentes

Queda de libido, ereções mais fracas, cansaço, perda de massa muscular, aumento de gordura abdominal, humor deprimido e dificuldade de concentração. Os sintomas sexuais são os mais específicos; os demais têm muitas outras causas.

A maioria das diretrizes considera baixa a testosterona total abaixo de cerca de 300 ng/dL, dosada pela manhã e em jejum, com variação conforme o laboratório. Um único resultado não fecha diagnóstico; é preciso repetir e interpretar com sintomas, testosterona livre e SHBG.

Não há evidência de que a reposição em doses fisiológicas cause câncer de próstata em homens sem a doença. Mas ela pode estimular o crescimento de um câncer já existente, por isso o PSA e o exame da próstata fazem parte da avaliação antes e durante o tratamento.

Depende da causa. Quando é consequência de obesidade, apneia do sono ou medicações, tratar a causa costuma normalizar os níveis. Quando há doença dos testículos ou da hipófise, a reposição é contínua.

Sim. A gordura abdominal reduz a testosterona e a converte em estrogênio. A perda de peso, principalmente de gordura visceral, eleva os níveis de forma consistente em homens com obesidade.

Não. A prescrição de testosterona para fins estéticos ou de desempenho é proibida pelo Conselho Federal de Medicina e traz riscos: infertilidade, supressão da produção própria, sangue espesso e problemas cardiovasculares. A reposição é tratamento de doença, não de estética.

Referências

Este conteúdo é educativo e não substitui a consulta médica. Resultados variam de pessoa para pessoa.

Neste artigo

Dra. Karline Campos

Endocrinologista titulada pela AMB. CRM-RJ 52.87706-9 · RQE 29357

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A Dra. Karline Campos avalia seus sintomas, pede os exames da forma correta e conduz a reposição só quando há indicação, com o acompanhamento que o tratamento exige.

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