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Saúde integrativa

Suplementos: quando fazem sentido e quando são desperdício

Por Dra. Karline Campos, endocrinologista · 7 min de leitura

Vitamina D, colágeno, ômega-3, magnésio, “blend” para energia, cápsula para emagrecer. A lista de suplementos no armário de muita gente só cresce, quase sempre sem exame e sem indicação. Alguns suplementos fazem diferença real em situações específicas. Outros são desperdício de dinheiro, e alguns podem fazer mal. Neste artigo, você entende como separar uma coisa da outra.

Em resumo

O que é suplemento, afinal

No Brasil, os suplementos alimentares são regulados pela ANVISA, que define quais ingredientes podem ser usados, em que quantidades e quais alegações podem aparecer no rótulo. Isso não significa que todo suplemento vendido seja necessário, nem que funcione para o que promete. Significa apenas que existe uma regra para o produto ser comercializado.

Suplemento também não é remédio. Ele serve para complementar a alimentação quando ela não dá conta de uma necessidade, e não para tratar doenças por conta própria.

Quando o suplemento faz sentido

Deficiência comprovada

É a situação mais clara. Quando um exame mostra uma deficiência, como de vitamina B12, ferro ou vitamina D, a reposição tem indicação, com dose e tempo definidos. Depois, os níveis são reavaliados.

Situações que aumentam a necessidade

Alguns grupos têm risco maior de deficiência e podem precisar de suplemento, mesmo antes de o exame alterar, dependendo do caso:

Quando a alimentação não alcança a meta

Em alguns casos, como na necessidade de mais proteína para preservar músculo durante o emagrecimento, um suplemento pode ajudar a atingir a meta quando a comida sozinha não dá conta. Ele complementa, não substitui.

Vídeo da Dra. Karline Campos

Como funciona a primeira consulta com a Dra. Karline Campos

Assista aqui mesmo, sem sair do artigo.

Quando é desperdício

Um grande estudo americano com milhares de adultos, por exemplo, não mostrou redução de câncer ou de doença cardiovascular com vitamina D em pessoas sem deficiência. E a diretriz de 2024 da Endocrine Society não recomenda dosar vitamina D de rotina em adultos saudáveis com menos de 75 anos.

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Os riscos do excesso

Vitamina D

Em doses altas e por tempo prolongado, a vitamina D pode aumentar o cálcio no sangue, causando náuseas, sede, alteração da função dos rins e cálculos renais. Ela se acumula no corpo, por isso “mais” não significa “melhor”.

Ferro

Tomar ferro sem necessidade pode causar desconforto no estômago, intestino preso e, em pessoas predispostas, acúmulo de ferro nos órgãos. Existe uma condição genética, a hemocromatose, em que o corpo já absorve ferro demais. Ferro só com exame.

Outros exemplos

Vitamina A em excesso pode ser tóxica, principalmente na gestação. Vitamina B6 em doses altas por muito tempo pode causar alterações nos nervos.

Interações e exames alterados

Suplemento também interage:

Por isso, na consulta, vale levar a lista completa, com nomes e doses, de tudo que você toma.

E os suplementos "para emagrecer"?

Termogênicos, “queimadores de gordura”, chás e cápsulas milagrosas não têm evidência de perda de peso relevante e sustentada. Alguns produtos irregulares já foram encontrados com substâncias de remédios escondidas na fórmula, e a ANVISA emite alertas sobre esse tipo de produto. O tratamento do excesso de peso passa por alimentação, treino, sono e, quando indicado, medicação prescrita e acompanhada.

Quando procurar uma endocrinologista

Como a Dra. Karline Campos conduz isso na prática

Na consulta, a Dra. Karline Campos revisa todos os suplementos em uso, com dose e motivo, e confere se existe indicação real para cada um. Os exames são pedidos de acordo com a história e os fatores de risco. O que tem indicação continua, com dose e tempo definidos, e o que não tem é suspenso. Nos retornos, os níveis são reavaliados para ajustar o plano.

Dra. Karline Campos, endocrinologista · CRM-RJ 52.87706-9 · RQE 29357

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Perguntas frequentes

Não. A vitamina D tem indicação em quem tem deficiência ou fatores de risco específicos. A diretriz de 2024 da Endocrine Society não recomenda dosagem de rotina em adultos saudáveis com menos de 75 anos.

Faz, dependendo da dose e da combinação. Natural não é sinônimo de seguro, e vários suplementos interagem com remédios.

Para quem tem alimentação variada e nenhuma deficiência, geralmente não traz benefício comprovado. Pode ter indicação em situações específicas, como depois da cirurgia bariátrica.

Não há evidência de que funcionem de forma relevante, e alguns produtos irregulares podem conter substâncias perigosas. O ideal é tratar o excesso de peso com acompanhamento médico.

Alguns, como a biotina, podem alterar os resultados. Pergunte ao médico antes de colher os exames.

Referências

Este conteúdo é educativo e não substitui a consulta médica. Resultados variam de pessoa para pessoa.

Neste artigo

Dra. Karline Campos

Endocrinologista titulada pela AMB. CRM-RJ 52.87706-9 · RQE 29357

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