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Nutrição e metabolismo

Quanta proteína comer para emagrecer sem perder músculo

Por Dra. Karline Campos, endocrinologista · 7 min de leitura

Quando o objetivo é emagrecer, a atenção costuma ir toda para as calorias. Mas a quantidade de proteína faz muita diferença no que o corpo perde: gordura ou músculo. Proteína suficiente, junto com treino de força, ajuda a preservar a massa muscular, aumenta a saciedade e protege o metabolismo. Neste artigo, você entende quanto comer, como distribuir ao longo do dia e quando é preciso ajustar.

Em resumo

Por que a proteína importa no emagrecimento

Para emagrecer, é preciso gastar mais energia do que se consome. Nesse cenário, o corpo busca energia na gordura e também no músculo. Quando a proteína é baixa e não há treino de força, uma parte relevante do peso perdido pode ser massa muscular.

Perder músculo reduz o gasto energético de repouso, a força e a capacidade do corpo de lidar com a glicose. Também aumenta a chance de reganho. A proteína ajuda de três formas: fornece os aminoácidos para manter e reparar o músculo, aumenta a saciedade e gasta um pouco mais de energia para ser digerida do que carboidratos e gorduras.

Esse cuidado é ainda mais importante em quem usa canetas emagrecedoras, porque a redução do apetite pode levar a refeições muito pequenas e pobres em proteína, e em quem tem mais de 40 anos, quando a perda natural de músculo se acelera.

Quanto comer por dia

A recomendação geral

Para adultos saudáveis, a ingestão diária recomendada é de 0,8 g por quilo de peso. Esse valor foi definido para evitar deficiência em pessoas que não estão perdendo peso.

Durante o emagrecimento

Em dietas com déficit de calorias, estudos e consensos costumam usar faixas em torno de 1,2 a 1,6 g por quilo por dia para ajudar a preservar a massa muscular, sempre associadas ao treino de força. Em pessoas mais velhas, grupos de especialistas também sugerem ingestão acima de 1,0 g por quilo por dia.

Um exemplo

Uma mulher de 70 kg, dentro da faixa de 1,2 a 1,6 g por quilo, ficaria entre cerca de 84 e 112 g de proteína por dia. É só um exemplo de conta: o valor ideal depende de cada caso.

Qual peso usar na conta

Em pessoas com obesidade, usar o peso atual pode superestimar a necessidade. Por isso, muitas vezes o cálculo é feito com um peso ajustado ou de referência, definido na consulta.

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Dieta na viagem

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Como distribuir ao longo do dia

É comum tomar um café da manhã com pouca proteína, almoçar razoavelmente e concentrar a maior parte no jantar. Para o músculo, distribuir funciona melhor.

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Boas fontes de proteína

Fontes animais

Fontes vegetais

Quem segue alimentação vegetariana ou vegana consegue atingir boas quantidades de proteína combinando fontes ao longo do dia, mas costuma precisar de mais planejamento.

E os suplementos?

Suplementos de proteína, como whey, podem ser práticos quando é difícil chegar à meta com comida, especialmente em quem tem pouco apetite. Eles não são obrigatórios e não substituem uma alimentação organizada.

Quando é preciso ajustar

Quando procurar uma endocrinologista

Como a Dra. Karline Campos conduz isso na prática

Na consulta, a Dra. Karline Campos revisa exames, incluindo a função dos rins, e mede a composição corporal para definir metas de proteína adequadas a cada paciente. O plano associa proteína distribuída nas refeições e treino de força, e os retornos acompanham se o emagrecimento está acontecendo com preservação de músculo.

Dra. Karline Campos, endocrinologista · CRM-RJ 52.87706-9 · RQE 29357

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Perguntas frequentes

Em pessoas com rins saudáveis, as faixas usadas no emagrecimento são consideradas seguras. Em quem tem doença renal, a quantidade precisa ser ajustada com orientação médica.

Qualquer alimento em excesso pode contribuir para o ganho de peso. Mas a proteína é o nutriente que mais dá saciedade e ajuda a preservar músculo, por isso costuma ajudar no emagrecimento.

Não. Ele pode ser prático em algumas situações, mas é possível atingir a meta com alimentos.

Não. A proteína precisa vir junto com treino de força e um déficit de calorias moderado.

É possível, mas distribuir entre as refeições tende a ser mais eficiente para o músculo e ajuda a controlar a fome ao longo do dia.

Referências

Este conteúdo é educativo e não substitui a consulta médica. Resultados variam de pessoa para pessoa.

Neste artigo

Dra. Karline Campos

Endocrinologista titulada pela AMB. CRM-RJ 52.87706-9 · RQE 29357

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