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Lipedema

Lipedema tem cura? O que saber ao receber o diagnóstico

Por Dra. Karline Campos, endocrinologista · 7 min de leitura

Receber o diagnóstico de lipedema costuma trazer duas sensações ao mesmo tempo. A primeira é alívio: finalmente existe um nome para a dor nas pernas e para o corpo que não respondia à dieta. A segunda é a dúvida: e agora, tem cura? A resposta honesta é que o lipedema é uma doença crônica, sem cura no momento. Mas tem tratamento, e ele pode fazer muita diferença na dor, na mobilidade e na qualidade de vida. Neste artigo, você entende o que esperar e quais são os pilares do cuidado.

Em resumo

Por que o lipedema não tem cura

O lipedema envolve uma alteração do próprio tecido adiposo, com forte componente genético e relação com os hormônios femininos. Ainda não existe tratamento capaz de corrigir essa predisposição.

Isso significa que o cuidado é contínuo, como acontece com outras doenças crônicas, a exemplo da hipertensão e do hipotireoidismo. Ninguém “cura” a pressão alta, mas quem trata vive bem. Com o lipedema, a lógica é parecida: o tratamento reduz sintomas, protege o sistema linfático e ajuda a evitar que o quadro avance.

Também é importante saber que o lipedema tende a piorar em fases de mudança hormonal, como gestação e menopausa, e com o ganho de peso. Por isso, o acompanhamento ao longo da vida faz diferença.

O que o tratamento busca

Mais do que mudar medidas, o tratamento busca:

Resultados variam de pessoa para pessoa, e o plano é ajustado conforme a resposta de cada paciente.

Vídeo da Dra. Karline Campos

Sua perna dói, fica inchada e nada parece resolver? Pode ser lipedema

Assista aqui mesmo, sem sair do artigo.

Os pilares do tratamento clínico

Controle da dor e da inflamação

Uma alimentação com menos ultraprocessados, açúcar e álcool, e com mais comida de verdade e proteína adequada, ajuda a reduzir a inflamação e o inchaço em muitas mulheres. Investigar e tratar resistência à insulina, alterações da tireoide e outras condições associadas também faz parte.

Terapia compressiva

Meias ou calças de compressão graduada, indicadas e ajustadas por profissional, ajudam a reduzir dor, sensação de peso e inchaço, e apoiam o sistema linfático. A drenagem linfática manual, feita por fisioterapeuta, pode complementar esse cuidado.

Atividade física

Exercícios de baixo impacto, como caminhada, bicicleta, natação e hidroginástica, costumam ser bem tolerados. A água é uma grande aliada, porque a pressão dela ajuda a aliviar o inchaço. O treino de força, com progressão e orientação, é essencial para preservar o músculo.

Composição corporal

No lipedema, a balança conta uma parte pequena da história. A avaliação de composição corporal com Evolt 360 mostra a distribuição de gordura e músculo por segmento do corpo e ajuda a acompanhar a evolução de forma objetiva. A disponibilidade varia por unidade.

Cuidado hormonal

A relação do lipedema com os hormônios femininos torna o acompanhamento endocrinológico importante, principalmente na perimenopausa e na menopausa, quando muitas mulheres percebem piora. A terapia hormonal pode ser discutida quando há indicação pelos sintomas da menopausa, sempre de forma individual.

Estética corporal como apoio

Os recursos de estética corporal podem complementar o tratamento clínico, ajudando no conforto e na autoestima. Eles estão disponíveis em todas as unidades da clínica e entram no plano com indicação médica, como apoio, e não como tratamento principal. Saiba mais em estética corporal.

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E a cirurgia?

A lipoaspiração específica para lipedema pode ser uma opção em casos selecionados, principalmente quando a dor e a limitação de movimento persistem mesmo com o tratamento clínico bem feito. Ela deve ser realizada por cirurgião com experiência na doença, com técnicas que preservem os vasos linfáticos.

A cirurgia não é a primeira etapa e não substitui o cuidado clínico. Depois dela, compressão, alimentação, atividade física e acompanhamento continuam sendo necessários. Quando há indicação, a paciente é encaminhada ao cirurgião, e o acompanhamento clínico segue em paralelo.

Saúde emocional também é tratamento

Muitas mulheres com lipedema passaram anos ouvindo que era “só emagrecer”, fizeram dieta atrás de dieta e se sentiram culpadas por um corpo que não respondia. Não é raro que isso deixe marcas: ansiedade, baixa autoestima, relação difícil com a comida e com a própria imagem.

Reconhecer esse impacto faz parte do cuidado. O apoio psicológico pode ajudar muito, e o diagnóstico correto já costuma aliviar parte desse peso, porque tira a culpa de cena. Conheça o cuidado completo em lipedema.

Quando procurar uma endocrinologista

Como a Dra. Karline Campos conduz isso na prática

Na consulta, a Dra. Karline Campos confirma os sinais do lipedema, investiga o que pode estar amplificando a inflamação, como resistência à insulina, tireoide e fase hormonal, e registra a composição corporal para acompanhar a evolução. O plano combina alimentação, atividade física, compressão e, quando indicado, os recursos de estética corporal, com encaminhamento para angiologista, cirurgião vascular, fisioterapeuta ou psicólogo quando o caso pede. O acompanhamento é contínuo, porque o lipedema muda ao longo das fases da vida.

Dra. Karline Campos, endocrinologista · CRM-RJ 52.87706-9 · RQE 29357

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Perguntas frequentes

Não no momento. É uma doença crônica, mas tem tratamento capaz de reduzir dor, inchaço e progressão, e de melhorar a qualidade de vida.

A cirurgia pode reduzir o volume e a dor em casos selecionados, mas não elimina a predisposição da doença. O cuidado clínico continua depois dela.

Não necessariamente. Com tratamento e acompanhamento, muitas mulheres conseguem estabilizar o quadro. Fases hormonais e ganho de peso são momentos de atenção.

A compressão costuma ser parte do tratamento de longo prazo, mas o tipo e a frequência de uso são ajustados para cada caso.

Não. A atividade física adequada é um dos pilares do tratamento. O importante é escolher modalidades bem toleradas e progredir com orientação.

Referências

Este conteúdo é educativo e não substitui a consulta médica. Resultados variam de pessoa para pessoa.

Neste artigo

Dra. Karline Campos

Endocrinologista titulada pela AMB. CRM-RJ 52.87706-9 · RQE 29357

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