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Emagrecimento

Efeito platô: por que o peso trava e o que fazer

Por Dra. Karline Campos, endocrinologista · 7 min de leitura

Nas primeiras semanas, o peso cai. Depois, mesmo mantendo a dieta e o treino, a balança para. O efeito platô é uma das fases mais frustrantes do emagrecimento e também uma das mais comuns. Ele não significa que o plano falhou: significa que o corpo mudou e que o plano precisa acompanhar essa mudança. Entender o que está por trás do platô é o que permite ajustar a rota com segurança.

Em resumo

Por que o peso trava

O corpo menor gasta menos

Um corpo mais leve precisa de menos energia para funcionar e para se movimentar. Se a alimentação continua igual à do início, o déficit que existia vai diminuindo até desaparecer. Esse é o motivo mais simples e mais frequente do platô.

Adaptação metabólica

Além da redução esperada pelo peso menor, o corpo pode diminuir o gasto de energia um pouco mais do que as contas preveem. Esse fenômeno é chamado de adaptação metabólica ou termogênese adaptativa. Ele envolve mudanças hormonais, menor gasto em movimentos espontâneos do dia a dia e maior eficiência do músculo.

A fome aumenta

Depois de uma perda de peso, hormônios que estimulam o apetite tendem a subir e os que dão saciedade tendem a cair. Muitas vezes a pessoa passa a comer um pouco mais sem perceber, e pequenas diferenças somadas ao longo da semana anulam o déficit.

Perda de músculo

Quando a dieta é muito restritiva ou tem pouca proteína, parte do peso perdido é músculo. Com menos músculo, o gasto energético de repouso cai ainda mais, e o platô fica mais difícil de romper.

Quando o platô não é platô

Antes de mudar o plano, vale conferir se a perda de gordura realmente parou:

Por isso, a balança sozinha é um instrumento limitado. A avaliação de composição corporal mostra se a gordura está caindo e se o músculo está sendo preservado. Em geral, só se considera platô quando o peso e as medidas ficam estáveis por algumas semanas seguidas.

Vídeo da Dra. Karline Campos

O frio emagrece? A Dra. Karline Campos explica

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Como a calorimetria indireta ajuda

A calorimetria indireta mede o gasto energético de repouso a partir do oxigênio consumido e do gás carbônico produzido na respiração. É um exame em repouso, sem dor e sem radiação.

As fórmulas usadas para estimar o gasto de energia podem errar bastante em pessoas com obesidade ou com histórico de muitas dietas. Com o valor medido, é possível saber se o gasto está abaixo do esperado, recalcular o plano alimentar com mais precisão e evitar cortes exagerados, que aceleram a perda de músculo. Repetir o exame ao longo do tratamento mostra como o metabolismo está respondendo. Saiba mais sobre a calorimetria indireta.

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O que fazer para sair do platô

Às vezes, a melhor decisão é aceitar um período de manutenção do peso, consolidar hábitos e músculo, e só depois retomar a perda.

Quando procurar uma endocrinologista

Como a Dra. Karline Campos conduz isso na prática

Diante de um platô, a Dra. Karline Campos revisa a história, os exames e a rotina, investiga causas hormonais e metabólicas e usa dados de composição corporal e, quando indicado, de calorimetria indireta para decidir o ajuste. O objetivo é mudar o plano com base no que o corpo está mostrando, e não em cortes cada vez maiores. A disponibilidade das tecnologias varia por unidade.

Dra. Karline Campos, endocrinologista · CRM-RJ 52.87706-9 · RQE 29357

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Perguntas frequentes

Varia de pessoa para pessoa. Alguns platôs duram poucas semanas e se resolvem com pequenos ajustes. Outros exigem uma revisão mais ampla do plano.

Existe variação real no gasto de energia entre as pessoas, e a adaptação metabólica depois de dietas é documentada. A calorimetria indireta ajuda a medir isso em vez de supor.

Nem sempre. Cortes grandes costumam aumentar a perda de músculo e a fome. Muitas vezes, ajustar proteína, treino, sono e movimento funciona melhor.

Não há boa evidência de que refeições livres destravem o metabolismo. Elas podem, inclusive, anular o déficit da semana.

Sim. Com o tempo, o peso tende a se estabilizar mesmo em uso da medicação. A conduta depende de cada caso.

Referências

Este conteúdo é educativo e não substitui a consulta médica. Resultados variam de pessoa para pessoa.

Neste artigo

Dra. Karline Campos

Endocrinologista titulada pela AMB. CRM-RJ 52.87706-9 · RQE 29357

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